De novo, e de novo, e de novo...

Único voto pra mim e pra todo mundo que vale a pena nesse mundo, serve pra dois mil e quatorze, e quinze, e dezesseis, dezessete...
Que os sonhos nunca nos abandonem. Viver plenamente é ter a capacidade de sonhar.
"
Somos feitos da mesma matéria que nossos sonhos"

Boa noite, bom ano, boa vida.


No escurinho do armário

Esse é um post sobre sexualidade, mas antes, vamos falar de um tópico interligado:
Vamos falar de segredos.

Eu tenho, você tem, todos tem.
Amo meus segredos, são só meus, de mais ninguém.
Ninguém quer saber deles, e eles vivem dentro de mim quietinhos, me fazem rir, me divertem, e às vezes até me inspiram...
Não tenho vergonha dos meus segredos, que só são segredos porque - só assim - são mais interessantes, se deixarem de ser segredos, não vai fazer nenhuma diferença... O mundo não vai mudar.
Se alguém descobrir meus segredinhos, no máximo vai me olhar com cara de tédio e dizer:
"Grande coisa, qual é a graça?"
Mas eu sou assim. Um tédio. E gosto de ser.
Porém o mais importante é:  Meus segredos não precisam de outras pessoas para serem mantidos a qualquer custo. Não prejudicam ninguém.

Toda essa metáfora foi pra ilustrar um mal moderno, que acomete várias pessoas com as quais eu convivi e convivo atualmente, gente que vive de aparências, de status, do que a sociedade vai pensar. Gente que tem medo de se libertar, de se entregar...

Portanto, vou falar abertamente o que não é segredo pra ninguém: Amo meus amigos gays, bi, homo, hetero, pansexuais e acho que cada um faz/ama/dá/sente/beija/chupa/morde/entrega/agarra o que quiser... nada é ruim, nada é censurável, nada é proibido, nada é nojento...

Só o preconceito é proibido. Censurável, e acima de tudo: Nojento.
E pior que o preconceito com o outro é o preconceito com si mesmo.

Não sou gay, assim como não sou ruiva ou negra, Se eu tivesse nascido negra, seria negra. Se eu tivesse nascido gay, seria gay, mas não sou. Ser gay NÃO é uma escolha. Porque apesar de todas as campanhas e movimentos em prol da causa, ainda é tão complicado ser e assumir-se gay, que se fosse algo controlável, como apertar um botão "liga e desliga", ninguém escolheria viver o preconceito desse nosso mundo hipócrita. É preciso ter orgulho e confiança em si, pra sair do armário, sem dar a mínima pro lixo do ser humano "médio" que insiste em julgar... (ainda é preciso, infelizmente).

Amo todos gays assumidíssimos desse nosso mundo um pouco mais moderno... Mas, o que não consigo suportar é gente gay que prefere viver no escuro quentinho do armário, o tal do enrustido-praticante, mentindo pra si e pra sociedade e que insistem em relacionamentos com o sexo oposto achando que vão se "acostumar", achando que precisam "se adaptar". ISSO SIM É UMA ESCOLHA - péssima, por sinal - pra família e, acima de tudo, pras mulheres com quem alguns desses sujeitos resolvem se envolver para manter a farsa. Mulheres estas, que se apaixonam, sem ter ideia que são apenas um artefato, um objeto pra ser ostentado, um sustentáculo de uma mentira egoísta.

E não, isso não tem nada a ver com ser gay, tem a ver com ser sacana mesmo.
E sim, eu acho nojento, tenho preconceito e graças a esse texto, isso agora deixou de ser segredo.

Me processem.

O limite do amor próprio.

















O mal do mundo é o tal do narcisismo.

Duvida? Pode conferir:

Nem todo chato é narcisista, mas todo narcisista é chato;
Nem todo cafajeste é narcisista, mas todo narcisista é cafajeste;
Nem todo carente é narcisista, mas todo narcisista é carente;
Nem todo mentiroso é narcisista, mas todo narcisista é mentiroso;
Nem todo egoísta é narcisista, mas todo narcisista é egoísta...

E por aí vai.

Todo narcisista merece um puxa-saco, e todo puxa-saco precisa de um narcisista.
dentre os dois, não sei quem é o pior.
Talvez o narcisista, uma vez que sem ele, o puxa-saco perde sua utilidade.
Já um bom narcisista, aquele patológico, muitas vezes continua se superestimando mesmo sem nenhum bajulador por perto, ele mesmo se basta nos seus devaneios de grandeza.

Pior que um único narcisista, só mesmo uma sociedade narcísica, como a nossa. Uma infinidade de adultos bebês chorões, berrando por atenção nas redes sociais, nas filas do banco, nos aeroportos, nos restaurantes... Porque todo mundo é importante demais pra não ser tratado como "cliente especial", todo mundo é único demais pra esperar calmamente a sua vez, sem precisar reclamar.
Líderes narcisistas são sempre os piores, até personagens religiosos e mitológicos, desta estirpe, também são execráveis:

Luis XIV, Napoleão, Hitler, Bush, Caim, Lúcifer e até o próprio Narciso...

E o que é um psicopata, senão um narcisista quando em primeira instância?

Claro que é bom ter amor próprio, mas como tudo que é sensato nessa vida, até autoestima tem limites.

Ou seja, caro leitor, se você é chegado num relacionamento sério com seu superego defeituoso, favor mantenha à distância.

Grata. Passar bem.

Teste

Para saber mais

Vício da verdade

Um transtorno compulsivo neurótico de querer exigir que as pessoas admitam pra você coisas que elas não confessam nem pra si mesmas.

Freud me entenderia.

Menina.

Existiu uma menina, certa vez.
A menina era a filha única das cobranças, não é a toa que cresceu se achando culpada dos males do mundo.
Tinha que ser a mais estudiosa, a mais atenta, a mais arrumada, a mais educada, a mais magra, a mais organizada, a mais esperta... E só assim as pessoas gostariam dela, Só assim ela não sofreria mais. Ou sofreria menos. Teria amigos, no futuro: um bom marido e quem sabe filhos. 

Nunca mais se sentiria só. 

Ela seguiu a cartilha quando cresceu, e mesmo assim, levou alguns tombos e rasteiras. Sofreu e chorou, se magoou, se cortou e gritou. Até que cansou, e dormiu.
No meio do sonho descobriu que não era nada daquilo que tentara ser, mas isso não importava, porque também não era mais a culpada. De nada adiantava tentar mostrar todas as cores, todas as paisagens, todos os sons e todas as sensações, quanto os outros não sabem distinguir. Não precisava mais se importar, estava livre. preenchida em si mesma.

Nunca mais sentiu-se só.