Férias de mim.




Quase um ano depois e voltamos ao mesmo lugar.
A vida gira, gira, gira e a moça aqui continua sem rumo.
A única diferença é que agora, honestamente, não me importo mais...
Na verdade não há o que temer, a vida está bem aí. Seguindo tranquilamente.
A angústia está em quem não sabe observar.

E pra que a pressa? Por que achar que tudo tem que ser assim: Rápido demais, trágico demais, inconsequente demais, irreversível demais? Por que tanto drama e tanta culpa? Por que essa necessidade incontrolável de ser, de vencer, de aparecer? De trilhar um (único) caminho?

A vida não é um show de calouros. Sorry, my dear, they don't give a damn... E não ligam mesmo. Eles pisam na sua preciosa arte, eles não entendem, eles zombam, eles ignoram... Por que então se importar com essas malditas opiniões? E por que exigir que finjam que estão se importando com as minhas?

Chega dessa busca obsessiva e incessante pela perfeição, pela direção certa! Chega de tentar provar que posso, que consigo, que mereço, que sou, que vou... Chega dessas malditas metas! (Fazer o que se gosta, vencer na vida, casar, filhos, financiamentos... Pensar no futuro... puxa-saquismos, networking e o escambau!) Não quero, e não, realmente, não preciso ser escrava dessa mediocridade.

Está tudo no lugar, é só dar a importância para aquilo que realmente merece, e para a negatividade: Esquecimento absoluto. Ninguém vive nas núvens 24h por dia, mas há os momentos em que se pode flutuar.

Sempre.

Tirando férias de mim mesma, por tempo indeterminado... Nem sei pra onde vou, só sei que deixei toda a impulsividade, mágoa, medo, incerteza e angústia trancadas. Aqui comigo, estou levando só o amor e os sonhos.

E... ufa, tá bem mais leve agora... bem mais leve...


(Foto: Sonho lúcido - By eu mesma!)