O triunfo da michaelmania póstuma.




Tá bom, tá bom, tá todo mundo falando, overdose em todos os canais, não tem como não comentar sobre o assunto do momento. É como se fôssemos forçados a tecer alguma opinião sobre o falecimento do - eleito pela mídia - Rei do Pop.

Tive minha infância michaelmaníaca feliz, não vou negar, praticamente nasci ouvindo Thriller, MORRIA de medo do clipe dos mortos-vivos, fiquei fascinada pelos efeitos de Black or White, queria ter um óculos e uma guitarrinha igualzinha a do Macaulay Culkin, achei aquele "cabeça de coelho" dançando Smooth Criminal (Quase não passa, tava louca pra ver!) a coisa mais linda-perfeita-tecnológica de todos os tempos e passava noites em claro jogando Moonwalker no Mega Drive. Criança né? Bonitinha, no mundo das maravilhas (ou alienações). Adorava ser impressionada. E, vamos combinar, o MJ fazia isso muito bem.

Engraçado é que estou impressionada novamente. Mas dessa vez não com a morte do Michael em si. Pra mim, como falou João Marcelo Bôscoli, ele era como uma daquelas tias velhas que todo mundo adora, mas que ficou louca e foi morar no último andar. O cara morreu faz tempo... atualmente seu propósito se resumia a querer voltar ao passado, e isso tava na cara! (literalmente, hehehehe)

Depois de ter feito todas as piadas sem noção que conhecia sobre o assunto (Aquela do menino Jesus é muito boa! hahahahaha) e de ter até sentido um pouco de sentimento de culpa depois (Que Luci boazinha, gente...) parei pra olhar ao redor...e mais uma vez fiquei B-O-Q-U-I-A-B-E-R-T-A!

Pela manhã, atravessei a rua e vi um cara que devia ter uns 19 anos, no máximo, com o som do carro tocando Billie Jean no último volume. A Tv no restaurante mostrando o povão nas ruas do Rio cantando. Na Internet: Twitters, blogs, orkuts e etc... pipocando com homenagens, fotos, gente fazendo tatuagem, gente dizendo que ama, gente dizendo que odeia, tomando partido, falando em conspirações... caramba, o MUNDO PAROU!

Na boa, eu NUNCA vi uma comoção dessa magnitude!

Tá, vamos comparar: Morte de Ayrton Senna e Mamonas Assassinas (Comoção só no Brasil, vai...) Morte da princesa Diana (Muitos tablóides e homenagens, mas não se tinha o acervo e quantidade de imagens e documentários como nessa do MJ), Morte do John Lennon e Elvis (Deve ter sido parecido, mas como eu não presenciei, não conta. E naquele tempo não tinha internet...) Acho que dá para comparar com o 11 de Setembro. Mas naquele dia 3.234 pessoas faleceram! (God bless Wikipédia! hehe), enfim, dessa vez foi uma só.

E novamente, the king of pop fez história. Mas, impressionante mesmo é o alcance da mídia... Ok, é assunto batido... mas de um furo de reportagem de um site de fofocas, a coisa vai tomando proporções megalomaníacas... Foi surreal ver na BBC correspondentes na Índia, Japão, Brasil, Inglaterra, EUA, dentre outros países, falando no mesmo assunto.

E isso é uma coisa que sempre vai me impressionar: O poder que a comunicação em massa tem de criar ídolos, só para poder derrubá-los depois. Ou voltar erguê-los quando lhe convém. O fato é que Michael Jackson virou mais um mito criado pelo maravilhoso e admirável poder da mídia. Isso sim é que é mágica de verdade!

E assim permanecerá... pela eternidade... ou pelo menos enquanto render boas manchetes.