Quem mexeu na minha serotonina?

Voltei pro blog há uns quatro dias e já tô com raiva dele. Já enjoei do Layout e já cansei da Lucy...

Mentira, a Lucy é minha "ídala", inspiração de caráter... Ainda não cansei dela não...

À propósito, toda essa inconstância tem sido, paradoxalmente, uma constante na minha vida: Descubro uma banda nova que acredito veementemente ser a salvação definitiva da música num dia, e não aguento mais nem olhar pro encarte do CD, no outro. Dia desses, li "Precisamos falar sobre o Kevin", fui dormir achando que nunca mais vou querer ter filhos, e acordei pensando em meias de crochê e nomes pra bebês... Passo o fim de semana, no auge do meu TOC, escrevendo listas sobre prioridades só pra esquecer de colocá-las em prática na semana seguinte.

Prometi nunca escrever textos pessoais demais nesse pequeno cyberespaço desmerecido, e olha só como estamos...

Tédio, auto-sabotagem (Isso agora se escreve sem hífen, ao que parece) e procrastinação. velhos conhecidos, unidos e "amigos para siempreee".

Pior é que é que nem sei direito se quero, ou não, sair dessa. E se quero, nem sei como.




Sugestões são bem vindas.

Não-hoje.




Alguém vive me dizendo que tenho mania de pedir desculpas sem motivos aparentes, mas ainda assim, vou logo me desculpando pelo post reflexivo/rabugento. É que hoje foi um "não-hoje"... Isso passa.


O infeliz que disse que o tempo é um poderoso aliado, era um pobre idiota que não fazia a menor idéia do que estava falando.

Isso é tão óbvio. O tempo em si é uma bosta.

Primeiro porque ele passa sem pedir licença e te faz ficar mais velho, mais "experiente" (Como se isso fosse uma vantagem). Segundo porque ele te faz se apegar ao inatingível, te faz dar importância ao que não faz sentido, ao que ficou pra trás, ao mesmo tempo que te faz esquecer o que realmente importa, te faz sentir saudades evasivas... ou seja: um Saco!

E não! O tempo não cura nada! Ele mascara. Ele esconde aquilo que era pra ser "curado", só pra depois dar todo um significado especial à coisa. Aquilo que é bobo ou importante, porém irremediável, cria uma magnitude insensata, laços eternos, quase etéreos... Só porque: "Ah, faz taaaanto tempo..."

E pior que o tempo que passou, só mesmo aquele que ainda está por vir. E pelo simples fato de não existir. O tempo passado também não existe, mas seus efeitos podem ser sentidos, para o bem ou para o mal (quase sempre para o mal), contudo há uma referência onde se apoiar. Mas o futuro, não. Este é o incerto, é o escuro total, o desconhecido... e isso já constitui motivo suficiente para detestá-lo.

Ah, dane-se o tempo e suas armadilhas. O único tempo interessante é o presente.

O agora é tão importante, tão rápido e tão real que é loucura deixá-lo escapar por saudosismo ou idealização, ambos intocáveis. Viva o agora enquanto pode, enquanto dá, levando ao pé da letra a pieguice de "como se não houvesse amanhã". Essa sim é uma verdade absoluta.

Por falar nisso, fazia um bom tempo que não postava aqui. Isso poderia até dar todo um significado especial a esse post...


Mas, quem se importa?
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