Rock'n roll suicide

O tema da semana foi "cinebiografias". Encarei duas de uma vez só:



A primeira foi Sid & Nancy, história do ex-baixista viciado do Sex Pistols, Sid Vicious, e sua namorada - Não menos viciada - Nancy Spugen. Filme meio exagerado, punk demais. Se bem que tinha que ser assim mesmo. Sid Vicious era um poser que não sabia tocar nada, Nancy era uma groopie aproveitadora e ambos viviam no auge do movimento punk, ou seja, apesar da tragédia no final, a história não segue uma linha mais "séria", pecando pelo excesso. Como tenho uma "quedinha" por filmes junkies, até que não desagradou tanto.



A segunda cinebiografia da da noite foi bem mais interessante: Control, do fotógrafo Anton Corbijn e que conta a história de Ian Curtis, atormentado vocalista do Joy Division.

Diferente do primeiro filme, Control é mais fiel ao lado humano do "mito", digamos assim, com uma lindíssima fotografia em preto e branco e atores que não são apenas muito parecidos, mas que dão a interpretação correta, sem exageros.

Sam Riley está idêntico ao Curtis (Embora, Natalie Curtis, a filha, diga o contrário em entrevistas por aí) Os próprios atores aprenderam a tocar e cantar as músicas, e em vários momentos parece que é a banda "de verdade" que está lá. O roteiro, adaptado do livro "Touching from a distance" da viúva Deborah Curtis é grandioso na sua simplicidade. Limita-se a contar a história de um cara muito jovem e talentoso, mas que infelizmente perdeu o controle. Uma homenagem bem feita e um presente pros fãs. já entrou pra minha lista pessoal de favoritos. (Nem preciso falar que tenho uma "quedona" por Joy Division, né?)

Destaque para a trilha sonora (E tem gente que ainda acha ruim esse "revival" pós-punk).