Celebridades políticas

Paris Hilton presidente eu apóio, mas Grecthen prefeita e Sérgio Mallandro vereador é demais para algumas pessoas.


Carinha do Mallandro no registro de candidaturas do site do TSE

Entrevista da Gretchen na Revista Veja (reproduzida com maestria pelo "Te dou um Dado"):

Qual é o político que você mais admira?

O Frank Aguiar (deputado do PTB paulista). A classe artística só deve entrar para a política se for para fazer direito.


Como você está se preparando para a campanha?

Estou lendo vários livros. Um deles é do Fernando Henrique Cardoso, o Cartas a um Jovem Político. Já sinto que estou preparadíssima.

O que fará se perder?
Posso voltar a estudar. Adoro línguas. Só não vou voltar para a carreira artística. Vou aproveitar que estou no auge (???) para me despedir. Os meus fãs vão entender.

Sua imagem artística ajudará na campanha?
Acho que não dá, né? Não que eu queira apagar meu passado, mas não dá para dançar dentro da prefeitura, entende?

Olha que , sim.

Depois dessa, não duvido nada se nas próximas eleições a Mulher Melancia, Mulher Maçã, Mulher Melão, Mulher Pera... se sintam inspiradas a adentrar na carreira política.

Canastrice saltitante.


Isso aqui tá quase virando Blog de cinema...


Noite de segunda-feira chuvosa, tédio, mau-humor, gripe... Parei pra finalmente assistir um DVD piratex que me deram de presente aqui: Jumper... Um que tava em cartaz um dia desses. Com uma tolerância acima do normal resolvi encarar. Pra quê?

Era o típico filme que entraria na minha lista pessoal dos "não vi e não gostei", mas tava precisando me distrair, não custava nada tentar... Enfim, consegui ficar ainda pior que estava. Jumper é ridículo, clichezudo, sem diálogos lógicos, com pancadaria gratuita, gente "descolada", roteiro "cadê meu cérebro" (premissa mais mobral impossível: Os Jumpers são os fodões, mas um pessoal aí quer matá-los, só-deus-sabe-porque...) e pra completar: Sem explicação e sem final!!! Hayden Christensen num papel que cairía como uma luva pra Justin Timberlake, Rachel Bilson é uma anta e nem [veneno] tá tão bonita assim [/veneno] e Samuel L. Jackson, coitado, deve estar passando por uma série crise de meia-idade... Só isso pra justificar os papéis que ele tem feito ultimamente, ou então, é o fim de carreira somado com o desejo mercenário de ficar ainda mais rico (mesmo que isso custe sua reputação). Pelo menos consegui dar umas boas risadas daquele cabelinho equivocado e daquele figurino "Wannabe motherfucka".

Não entendo como isso faz tanto sucesso: bilheteria estourada, provável continuação, o persongem dizendo no início "eu era um otário como vocês", mas depois, aos quinze, vira Jumper/assaltante de banco, descolado, moderno, coisa e tal... Pegando umas ondas, dando saltos irados, mó vibe, curtição, coisa e tal...

Ai ai.... acho que tô ficando velha (e rabugenta) demais pra essas coisas...deve ser isso...

Beatlemania!




Assim como disseram no site do Omelete, é meio estranho que alguém não tenha tido essa idéia antes. Across The Universe é um musical bacaninha, como um video-clipe gigante, com uma fotografia impecável e roteiro meio bobinho. Mas o que deixa a coisa mais interessante, é que a história inteira é contada através de músicas dos Beatles.

Já me conquistou na primeira cena. Quando o personagem Jude canta "Girl" e a música entra em fade com "Helter Skelter". E assim vai, você vai cantando junto e tentando reparar nos detalhes entre uma ou outra cena, que fazem referência aos quatro eternos garotos de Liverpool. Talvez alguém que não seja tão fã assim, ache o musical meio longo, mas qualquer um que se ache meio beatlemaníaco acaba se contagiando, querendo ver de novo, e de novo, como se fosse um disco favorito.

Curiosidades sobre Across The Universe (Algumas eu notei sozinha, outras pesquisei por aí, hehe):

- Os nomes de todos os personagens - assim como o título do filme - foram retirados de canções dos Beatles;

- Jude e Max são grandes companheiros tipo Paul e Jonh;

- A vizinhança de Jude em Liverpool lembra muito aquela que aparece no clipe "Free as a Bird";

- Jim Sturgees (Jude) lembra o jovem Paul fisicamente;

- Joe Cocker e Bono em participações especiais;

- O personagem JoJo é uma referência a Jimi Hendrix, enquanto que Sadie é uma referência a Janis Joplin;

- Durante a canção "With a Little Help From My Friends" pode ser visto um grande pôster da atriz Brigitte Bardot. Trata-se de uma referência à conhecida obsessão que John Lennon tinha pela atriz;

- A cena em que Jude corta a maçã (Referência a "Apple" - gravadora dos Beatles)

- A última cena (show em cima do prédio) é uma referência ao último show dos Beatles (Em cima do Terraço da Apple - 1969.)

- 90% das canções foram gravadas ao vivo nos sets de filmagens, sem qualquer dublagem feita em estúdio durante a pós-produção.

Vai começar o horário político, Oba!


É sempre assim, em ano de eleição, pessoas bobinhas que sentem a mais profunda alegria nas coisas esdrúxulas e desnecessárias da vida, ficam esperando impacientemente pelo horário eleitoral gratuito da tv. Em especial por aquelas campanhas de partidos de baixo orçamento (melhor do que qualquer humorístico já inventado). Aqui na minha cidade tem uns exemplos sensacionais, a medida que forem aparecendo vou postando por aqui. :D

E por falar nisso, deixo aqui a frase que um professor meu sempre costumava dizer: "Tá reclamando do quê? Tá insatisfeito com o cenário político atual? Então, é sinal de que você está votando errado!" Mô bem...

Aliás, parabéns pro sujeito que fez a campanha da Justiça Eleitoral desse ano, criativa e eficiente:




Cinema, arte e sacanagem.


A quem Bernardo Bertolucci tá tentando enganar? Os Sonhadores não é um filme sobre maio de 68, não é um filme sobre cinema, Os sonhadores é um filme sobre sacanagem!

Não que isso seja ruim. É sacanagem chique, de primeira qualidade, mas ainda assim, fica a sensação de que podia ter se falado um pouco mais sobre a revolução e um pouco menos sobre sexo. Tirando algumas cenas "cinema trash", o resto é Eva Green, Michael Pitt e Louis Garrel, peladinhos, peladinhos, o tempo todo. O que não é nada ruim de se ver. Os rapazes poderão babar com a Isabelle (vai ser bonita assim longe de mim!) e as moças poderão suspirar com aqueles dois semi-deuses. O que realmente vale a pena (além dos três), são algumas belíssimas sequências inspiradas em filmes clássicos e o triângulo amoroso polêmico. Quanto ao suposto envolvimento entre Theo e Isabelle (os "irmãos siameses" ligados pelo cérebro) vamos apenas dizer que ainda existe muito moralismo no mundo e as pessoas ainda não estão preparadas pra histórias assim.