2014 até agora




2014 foi um ano de perdas.
Mas todos os anos não são assim?

Atores, cantores, escritores, sociólogos, políticos, cineastas, pintores...
Além desses, morreu gente que a gente nem sabe que nasceu.
Já parou pra pensar que a gente nasce e morre e tem gente que nem sabe?

Sua tão preciosa existência resumida a memórias de terceiros, meia dúzia de bens deteriorados, talvez algumas fotos, um perfil no Facebook e um nome numa agenda qualquer.

E até isso vai sumir.

Neste ano morreu alguma coisa dentro de mim.
2014 é um ano que ainda nem acabou, mas é como se nunca tivesse existido.

Não é verdade o clichê que a esperança é a última que morre. Aqui dentro ela já deu seu último suspiro... Já faz um tempinho até.

Só resta saber, nesses três últimos meses que restam, se ela ainda vai ressuscitar.

E se o ano acabar? Será que ela vai ressuscitar nos anos que me restam?

E quantos anos ainda me restam?

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 As imagens acima são da fotógrafa Francesca Woodman, alguém que eu só soube que existiu depois que já tinha ido embora, mas que deixou impactos de sua passagem em pessoas que jamais chegou a conhecer. 

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