Joguinho divertido das dicotomias.



Dia ou noite? Verão ou inverno? Chá ou café? The Smiths ou The Cure? Claro ou escuro? Praia ou campo? Led Zeppelin ou Pink Floyd? Hippie ou Punk? Morango ou Chocolate? Céu ou Inferno? Marilyn Monroe ou Rita Hayworth? Ateísta ou Criacionista? Raul Seixas ou Chico Buarque? Mozzilla Firefox ou Internet explorer? Orkut ou Facebook? Fante ou Bukowski? Rock ou Samba? Blogger ou Twitter? PT ou Democratas? Drama ou comédia? esfirra de carne ou de queijo? Joy Division ou New order? Marlon Brandon ou Paul Newman? Paulo Leminski ou Dalton Trevisan? Prosa ou Poesia? Loira ou morena? EUA ou Europa? Beatles ou Stones? Ocidente ou Oriente? Matrix ou Blade Runner? Channel ou Dolce & Gabanna? Before Sunrise ou Before Sunset? Gin ou Vodka? O Gordo ou Magro? Londres ou Paris? David Bowie ou Lou Reed? Gato ou cachorro? Saudável ou Junkie? Coca-cola ou Guaraná? Bertolucci ou Felinni? Jeff Buckley ou Elliot Smith? Passado ou futuro? Direita ou esquerda? MP3 ou Vinil? Anos 70 ou anos 80?

Ufa... Alguém sabe mais uma?

It's the end of the world (As we know it)




Tive um sonho estranho agora a pouco. Vocês vão achar que eu tô inventando ou que é paranóia, mas foi um sonho bem real. Nele, eu estava na faculdade (a pessoa é tão nerd, que mata as últimas aulas pra ir pra casa dormir, e acaba sonhando com elas... Enfim, continuando...). Sonhei que estava na faculdade e ao entrar na sala, a coordenadora distribuía máscaras e falava sobre as precauções a respeito do vírus da Influenza A H1N1 (Vulgo: gripe suína). Parecia um futuro próximo onde a situação realmente estava crítica, que o vírus tinha sofrido uma mutação, e etc... E os sintomas estavam piores que esses que conhecemos, e que a morte seria praticamente instantânea. Daí um amigo, ao lado, ficava doente na hora, depois outro, depois eu mesma. Todo mundo ia pro hospital, era condenado pelos médicos e ficava de quarentena, só esperando a hora do "pronto, acabou"... Lembro que logo antes de acordar eu estava pensando “poxa, eu achava que o final seria diferente...”. Acordei com a sensação desconfortável de que deve ser mais ou menos isso, o que as pessoas pensam naqueles segundos de consciência antes de partir. Principalmente por uma causa estúpida e repentina.

Não, não sou maníaca depressiva, foi só um sonho, e o engraçado é que eu sou uma dessas pessoas que acha que tá todo mundo exagerando a respeito da gravidade dessa nova epidemia. Mas, é interessante como a realidade nos prega peças. Como essas coisas surgem sem nenhuma explicação aparente... Há uns seis meses atrás ninguém imaginava algo assim, agora não se fala em outra coisa. Eu, que sofro de rinite, provoco pânico na população quando começo com as crises espirro fora de hora (E é bem engraçado, aliás). Mas, surreal mesmo, foi passar no aeroporto recentemente e ouvir aquela mensagem da Infraero, de cinco em cinco minutos “Ao sentir sintomas como: febre, dor de cabeça, dores no corpo (...) procure a Anvisa neste aeroporto”. Daí você olha pras pessoas ao redor e se sente num filme de ficção científica.

Acredito que epidemias funcionam como aquele síndico chato que chega pra acabar com a festa e controlar os abusos. Elas aparecem do nada pra por um basta naquilo que mais gostamos de fazer. Imagino como deve ter sido na época que a AIDS surgiu. Todo mundo fazendo amor livre, estilo Sodoma e Gomorra, daí vem o vírus e diz: “Pronto, acabou”. Agora, com a gripe do momento, tá todo mundo com medo de viajar, de ir para lugares públicos, de falar de pertinho...

Pior que tem gente que fica procurando culpados, que acha que é tudo um esquema de conspiração, que põe a culpa no governo... pensando melhor, existe uma explicação até bastante plausível pra isso: Somos sete bilhões de pessoas no mundo atualmente. O ser humano é, definitivamente, uma praga biológica. E o pior: Que põe em risco todo o sistema em que vive. Segundo a Seleção Natural, quando uma espécie cresce desordenadamente, surge alguma forma de controle, como um predador, por exemplo. Como não temos nenhum predador natural, surgem as epidemias. É quase poético perceber que o predador da espécie mais grandiosa do planeta, é um ínfimo vírus microscópico. simples assim.

Difícil mesmo é a sensação de impotência diante dos perigos reais e da imprevisibilidade do futuro. É disso que a humanindade tem medo, de perder o controle. Por isso fica todo mundo em pânico ao primeiro sinal de ameaça.

Ok, ficou meio catastrófico isso aqui, né? Aliás, hoje eu acordei meio fatalista... Os próximos posts serão mais animadores, prometo (Se existirem os próximos hehe... Pronto, parei!). Tô até começando achar que é verdade aquela história que o mundo vai acabar em 2012. Será?!
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Imagem acima é inspirada na peça Esperando Godot, de Samuel Beckett.

O triunfo da michaelmania póstuma.




Tá bom, tá bom, tá todo mundo falando, overdose em todos os canais, não tem como não comentar sobre o assunto do momento. É como se fôssemos forçados a tecer alguma opinião sobre o falecimento do - eleito pela mídia - Rei do Pop.

Tive minha infância michaelmaníaca feliz, não vou negar, praticamente nasci ouvindo Thriller, MORRIA de medo do clipe dos mortos-vivos, fiquei fascinada pelos efeitos de Black or White, queria ter um óculos e uma guitarrinha igualzinha a do Macaulay Culkin, achei aquele "cabeça de coelho" dançando Smooth Criminal (Quase não passa, tava louca pra ver!) a coisa mais linda-perfeita-tecnológica de todos os tempos e passava noites em claro jogando Moonwalker no Mega Drive. Criança né? Bonitinha, no mundo das maravilhas (ou alienações). Adorava ser impressionada. E, vamos combinar, o MJ fazia isso muito bem.

Engraçado é que estou impressionada novamente. Mas dessa vez não com a morte do Michael em si. Pra mim, como falou João Marcelo Bôscoli, ele era como uma daquelas tias velhas que todo mundo adora, mas que ficou louca e foi morar no último andar. O cara morreu faz tempo... atualmente seu propósito se resumia a querer voltar ao passado, e isso tava na cara! (literalmente, hehehehe)

Depois de ter feito todas as piadas sem noção que conhecia sobre o assunto (Aquela do menino Jesus é muito boa! hahahahaha) e de ter até sentido um pouco de sentimento de culpa depois (Que Luci boazinha, gente...) parei pra olhar ao redor...e mais uma vez fiquei B-O-Q-U-I-A-B-E-R-T-A!

Pela manhã, atravessei a rua e vi um cara que devia ter uns 19 anos, no máximo, com o som do carro tocando Billie Jean no último volume. A Tv no restaurante mostrando o povão nas ruas do Rio cantando. Na Internet: Twitters, blogs, orkuts e etc... pipocando com homenagens, fotos, gente fazendo tatuagem, gente dizendo que ama, gente dizendo que odeia, tomando partido, falando em conspirações... caramba, o MUNDO PAROU!

Na boa, eu NUNCA vi uma comoção dessa magnitude!

Tá, vamos comparar: Morte de Ayrton Senna e Mamonas Assassinas (Comoção só no Brasil, vai...) Morte da princesa Diana (Muitos tablóides e homenagens, mas não se tinha o acervo e quantidade de imagens e documentários como nessa do MJ), Morte do John Lennon e Elvis (Deve ter sido parecido, mas como eu não presenciei, não conta. E naquele tempo não tinha internet...) Acho que dá para comparar com o 11 de Setembro. Mas naquele dia 3.234 pessoas faleceram! (God bless Wikipédia! hehe), enfim, dessa vez foi uma só.

E novamente, the king of pop fez história. Mas, impressionante mesmo é o alcance da mídia... Ok, é assunto batido... mas de um furo de reportagem de um site de fofocas, a coisa vai tomando proporções megalomaníacas... Foi surreal ver na BBC correspondentes na Índia, Japão, Brasil, Inglaterra, EUA, dentre outros países, falando no mesmo assunto.

E isso é uma coisa que sempre vai me impressionar: O poder que a comunicação em massa tem de criar ídolos, só para poder derrubá-los depois. Ou voltar erguê-los quando lhe convém. O fato é que Michael Jackson virou mais um mito criado pelo maravilhoso e admirável poder da mídia. Isso sim é que é mágica de verdade!

E assim permanecerá... pela eternidade... ou pelo menos enquanto render boas manchetes.

Quem mexeu na minha serotonina?

Voltei pro blog há uns quatro dias e já tô com raiva dele. Já enjoei do Layout e já cansei da Lucy...

Mentira, a Lucy é minha "ídala", inspiração de caráter... Ainda não cansei dela não...

À propósito, toda essa inconstância tem sido, paradoxalmente, uma constante na minha vida: Descubro uma banda nova que acredito veementemente ser a salvação definitiva da música num dia, e não aguento mais nem olhar pro encarte do CD, no outro. Dia desses, li "Precisamos falar sobre o Kevin", fui dormir achando que nunca mais vou querer ter filhos, e acordei pensando em meias de crochê e nomes pra bebês... Passo o fim de semana, no auge do meu TOC, escrevendo listas sobre prioridades só pra esquecer de colocá-las em prática na semana seguinte.

Prometi nunca escrever textos pessoais demais nesse pequeno cyberespaço desmerecido, e olha só como estamos...

Tédio, auto-sabotagem (Isso agora se escreve sem hífen, ao que parece) e procrastinação. velhos conhecidos, unidos e "amigos para siempreee".

Pior é que é que nem sei direito se quero, ou não, sair dessa. E se quero, nem sei como.




Sugestões são bem vindas.

Não-hoje.




Alguém vive me dizendo que tenho mania de pedir desculpas sem motivos aparentes, mas ainda assim, vou logo me desculpando pelo post reflexivo/rabugento. É que hoje foi um "não-hoje"... Isso passa.


O infeliz que disse que o tempo é um poderoso aliado, era um pobre idiota que não fazia a menor idéia do que estava falando.

Isso é tão óbvio. O tempo em si é uma bosta.

Primeiro porque ele passa sem pedir licença e te faz ficar mais velho, mais "experiente" (Como se isso fosse uma vantagem). Segundo porque ele te faz se apegar ao inatingível, te faz dar importância ao que não faz sentido, ao que ficou pra trás, ao mesmo tempo que te faz esquecer o que realmente importa, te faz sentir saudades evasivas... ou seja: um Saco!

E não! O tempo não cura nada! Ele mascara. Ele esconde aquilo que era pra ser "curado", só pra depois dar todo um significado especial à coisa. Aquilo que é bobo ou importante, porém irremediável, cria uma magnitude insensata, laços eternos, quase etéreos... Só porque: "Ah, faz taaaanto tempo..."

E pior que o tempo que passou, só mesmo aquele que ainda está por vir. E pelo simples fato de não existir. O tempo passado também não existe, mas seus efeitos podem ser sentidos, para o bem ou para o mal (quase sempre para o mal), contudo há uma referência onde se apoiar. Mas o futuro, não. Este é o incerto, é o escuro total, o desconhecido... e isso já constitui motivo suficiente para detestá-lo.

Ah, dane-se o tempo e suas armadilhas. O único tempo interessante é o presente.

O agora é tão importante, tão rápido e tão real que é loucura deixá-lo escapar por saudosismo ou idealização, ambos intocáveis. Viva o agora enquanto pode, enquanto dá, levando ao pé da letra a pieguice de "como se não houvesse amanhã". Essa sim é uma verdade absoluta.

Por falar nisso, fazia um bom tempo que não postava aqui. Isso poderia até dar todo um significado especial a esse post...


Mas, quem se importa?
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Top 5.



Ok. Filosofia "romantico-niilista" em pleno ano novo (post anterior) é algo que ninguém - nesse universo - merece. Então, pra distrair a tarde tediosa de feriado, vamos fazer listinhas! Prático, rápido, desnecessário (hehe), porém divertido. Criançada vai adorar.

Aqui vai um top 5 rapidinho que já tinha guardado aqui comigo. (listas de cinco são as mais difíceis de fazer, porém são as menos cansativas de se ler).

Cinco melhores coisas já ditas em músicas, na minha humilde opinião:

1 - "Eu já passei por todas as religiões, filosofias, políticas e lutas. Aos 11 anos de idade eu já desconfiava da verdade absoluta"
Raul Seixas, As Aventuras De Raul Seixas na Cidade de Thor.


2 - "When you got nothing, you got nothing to lose. You´re invisible now, you got no secrets to conceal."
Bob Dylan, Like a Rolling Stone. Sim, às vezes tio Bob parece falar essa frase diretamente para a minha pessoa.

3 - "I was looking for a job, and then i found a job And heaven knows i'm miserable now. In my life, Oh, why do i give valuable time. To people who don't care if i live or die?"
The Smiths, Heaven knows i'm a miserable now.

4 - "Sim pro sol, sim pra lua. Eu quero você toda nua. Sim prá tudo que você quiser."
Lobão, Corações psicodélicos (É porque tenho tesão no Lobão. Sério.)

5 - "Living is easy with eyes closed. Misunderstanding all you see. It´s getting hard to be someone..."
Beatles, Strawberry Fields Forever.


Ah... Faltou o Bowie (I absolutely love you, but we´re absolute beginners), Faltou Chico Buarque (Merece uma lista só dele...). Essas listas Top 5 são tão difíceis!

Mudando de assunto; Frase interessante que li num fotolog desses por aí:


"Onde você estava e o que pensava há cinco anos atrás?"


Boa, boa. Digna de outra nova lista de cinco, talvéz num próximo post quem sabe...

PS.: Fixação pelo número tem causa: Próximo dia cinco é meu aniversário (óóóhhh!)
PS2.: Alta fidelidade (Foto). Aquele filme que tem ótimas listas.

Filosofia de botequim?

Amigo imaginário 2 pergunta: - Mas você não quer alguém pra passar o resto da vida?

Luci responde: - Não sei... Até quando é o resto da vida?

Tema light pra refletir no feriado do ano novo.





Ok. para evitar maiores transtornos com bisbilhoteiros de plantão, vou logo falando que este é um texto de cunho IMPESSOAL, reflete apenas um lampejo filosófico inocente, portanto qualquer semelhança com fatos reais é MERA COINCIDÊNCIA.