Cinemão Blockbuster


Hoje eu ia falar de outro filme. Os Sonhadores de Bertolucci. produção de circuito alternativo exibida nos cines de arte mundo afora. Mas quando você assiste a um arrasa-quarteirão estilo "Batman - The Dark knight", acaba se contagiando com o clima de superprodução, portanto a historinha blasé fica pra depois! Vamos falar de Batman! Típico filme pra se ver no cinema mesmo! Com direito a telão, balde de pipoca, ingresso caro, e todo aquele ritual que só os cinéfilos sabem apreciar!

Filme popular e de qualidade. Tudo isso graças a Chistophen Nolan. O que, aliás, era de se esperar de um sujeito que fez um filme como Amnésia (Memento - 2000), seu roteiro de estreia, e que pra mim entraria fácil em qualquer lista de melhores dos últimos anos. O seu novo Batman não é tão inovador assim e é até um filme meio longo, mas está acima da média e com histórias paralelas que culminam em surpresas bem agradáveis: A aparição do espantalho no comecinho do filme, a "mania" de cara e coroa do Harvey Dent (A melhor das surpresas), a ênfase no garotinho filho do comissário (Um futuro Robin?). Assim como no primeiro Batman (Begins) e em "O grande truque", Nolan aposta em detalhes que no final fazem todo o sentido. Onde nada é por acaso.

E por falar em acaso, ao que parece, a morte de Heat Ledger deu todo um significado novo ao Coringa. Apostei todas as minhas fichas que ninguém faria um Joker melhor que o de Jack Nicholson. Perdi feio! O Coringa está mais sombrio, mais doente, mais sado-masoquista, mais cruel, ou seja, bem mais legal (hehehehe), parecia até que o Ledger sabia que seria seu último personagem.

E o Harvey Dent então, roubando a cena, nem dá pra falar muito pra não estragar a surpresa, mas um fato merece destaque: A Academia está pensando em uma indicação póstuma ao Oscar para o Ledger e seu coringa, antes de assistir o filme achei exagero e pieguice, o cara faz um filme como Brokeback Mountain e não leva nada, mas depois que morre é que vem o reconhecimento e as premiações. Agora acho até que seria interessante, sem bem que essa coisa de só reconhecer o talento depois que o sujeito morre soa ironicamente como gracinha do Coringa, ou seja, piadinha de mau gosto.

Um comentário:

Varda disse...

Ele merece!!
o/