A arte de evoluir.



Ano novo? Recomeço?

Campanha: Promova o desapego.

Cansado das pessoas que conhece: Procure novas pessoas!
Cansado de gente que só atrasa sua vida: Afaste-se!
Cansado do trabalho: Procure uma nova carreira!
Cansado da aparência: Mude!
Cansado de sentimentos e idéias que te atrapalham: Reavalie seus conceitos!
Cansado de tanta futilidade: Invista no seu crescimento intelectual!
Cansado de ser tão intelectual: Invista numa futilidade de vez em quando!
Cansado da sua vida: Tenha outra vida!

Sim, a vida é simples, a gente é que complica tudo. Ah! A vida é bela e absurdamente rápida também, e apesar disso, as pessoas insistem em se apegar a dogmas e sentimentos que as impede de evoluir.

Tudo bem, somente nessa época surgem as famosas: “crises e existenciais de final de ano”, mas a campanha vale pro ano todo.

Sempre que sentir necessidade, promova o desapego daquilo que convém, sem dó nem culpa, simples assim. A sua consciência agradece.

Elitismo clichê



Comentário feito por Luci Correia numa comunidade:

"achei legal a definição da palavra "cliché (assim, com acento agudo pra ficar com toque francês, é "trés chic") . Aliás, francês virou clichê, né? Ser underground virou clichê também... Até discutir o que é clichê, é super-clichê."

Pensamento de Luci após o comentário: "Hummm, interessante, isso renderia até um post no blog".

E aqui estamos.

Mas esse assunto: "o que é clichê ou não" é bem massante na realidade. Não entendo essa lógica: Você gosta mesmo de uma coisa (aqui leia-se: Música, livros e discos, principalmente) mas se populariza, se caí no gosto do povão, deixa de ser especial só por causa disso?

Mania elitista mais idiota...Coisa de pseudointelectual pedante.

Tenho mania de colecionar gostos e hábitos clichês e não me sinto totalmente "inculta" só por causa disso.

Perdas e Danos.



Okey, vou logo falando que eu NÃO assisti "O passado", portanto esse não é mais um daqueles posts sobre cinema (Tema que eu adoro, não nego, e falarei sempre que puder). Na verdade eu TENTEI assistir ao filme e não consegui.

É que eu tenho um sério problema com Downloads.
Todo mundo me fala: "Comprar, alugar? Tá louca? Vai lá e baixa, né? Muito mais prático e econômico." De fato... Só que os Downloads insistem eu implicar comigo. É um tal de "link quebrado", filme errado, legenda atrasada, dublagem em neo-aramaico sem legendas (Ou em qualquer outro idioma indecifrável)... tentei mesmo, mas não rolou. E obviamente estou me recusando a passar em alguma "Blockbuster/Lok/Game" locadora da vida. (Sim, isso é uma anti-propaganda, Só não fui ainda porque o preço da locação por lá, tá pela hora da morte!). Pirata, então, nem pensar... Não que eu seja totalmente contra, mas acho que nem tem a cópia pirata desse filme à venda. Sei lá, prefiro acreditar que os filmes do "Gaelzinho" ainda não estão na lista dos mais procurados do camelô, é banalização demais pro meu coração... Enfim...

Ainda bem que existem os e-books, só assim me senti menos frustrada, lendo o livro que deu origem ao filme. Ainda não terminei, mas já virei fã.

Pelo pouco que li e vi, deu pra notar que a trama trata de um assunto interessante: Perdas. Principalmente sobre o fato de que pessoas não sabem perder. E nem sequer se dão conta disso.

Pessoas têm mania de final feliz. Tudo tem que ser lindo como na novela, tudo tem que ser de acordo com o idealizado, todas as histórias de amor precisam ter um Happy End, senão nunca foi amor (Será mesmo?). Se o acaso proporcionar algo diferente disso, tudo desmorona. O caso de Ramini e Sofia (personagens) é tão real que incomoda (Tirando alguns exageros no decorrer da história) o básico possivelmente já aconteceu ou acontecerá com qualquer um: O relacionamento era tão perfeito que paradoxalmente precisava de um momento de separação. E aí vem o desespero. O medo de perder, uma estranha competição que existe entre as pessoas, em que é completamente inaceitável o fato perder o seu "objeto" de afeto pra outras pessoas. Vem a raiva e o rancor, a capacidade de se fazer o pior para uma pessoa que supostamente se ama. E não é apenas esse aspecto que é abordado na história, mas também outros tipos de perdas, como a morte, por exemplo. A vida do personagem Ramini vai desmoronando, não apenas porque ele não sabe lidar com a perda e o desejo doentio de Sofia, mas também porque ele não sabe lidar com a morte ou separação de outras parceiras. E a história vai se repetindo. Algo simples, mas que os dois personagens não percebem (Como a maioria das pessoas). Na vida existem perdas, irreversíveis, e que em algum momento é preciso saber perder.

Trazendo pra vida real: O caso daquela garota sequestrada e morta pelo namorado em SP (Precisa dizer o nome? Foi tão explorado pela mídia que melhor mesmo é nem comentar muito) Na outra semana, a mesma coisa acontecendo em uma cidade no Nordeste, um outro caso em que uma moça passou horas com um revólver apontado na cebeça, no meio da Avenida Paulista, ameaçando se matar caso o namorado não voltasse pra ela... Tantos outros... Ou seja, isso é um fato: As pessoas não sabem perder. Não sabem mesmo.

Tá, falei que isso não era um post sobre cinema, mas ficam aqui umas sugestões:



Outro filme que trata do mesmo tema, mas de maneira lúdica e divertidíssima é "A pequena Miss Sunshine". Depois desse virei "perdedora" convicta, assumida. Passei a achar que existe até uma certa "beleza" em ser perdedor. Sério mesmo, só assistindo pra enterder a sacada.



Closer e Brilho eterno também já estão mais do que batidos, então a outra sugestão é um que loquei ("buáááá" - Onomatopéia para meu bolso chorando) essa semana: "Desejo e Reparação". Na verdade eu odeio a Keira Knightley, e odeios esses filmes de época com nomes duplos que ela sempre faz (Tipo: Orgulho e Preconceito), mas "Reparação" (Nome do livro que deu origem ao filme) é diferente. Uma garotinha rouba a cena. Ao ver seu amor platônico nos braços da irmã, ela comete um ato sem pensar. (Provocado, mais uma vez, pelo ciumes e por não saber perder) esse ato, por sua vez, provoca uma reação em cadeia que vai mudar totalmente a vida dela e dos outros dois. E por causa disso, a garotinha vai passar o resto da vida tentando reparar o que fez.

Ou seja, depois de tanta reflexão, agora aprendi: eu me rendo! EU PERDI pros downloads mal feitos! hehehehe, agora só me resta mesmo passar em alguma locadora, meter a mão no bolso e pegar logo esse filme de uma vez, a vida é assim, né? Fazer o quê?

:D

Tech-no-logic



Luci e seu amigo imaginário sentados numa lanchonete observando um sujeito se divertindo com seus brinquedinhos eletrônicos.

Amigo imaginário: - Olha lá, Luci, que legal o Notebook do cara. E o Iphone então? um "lusho"...

Luci
- Ai, destesto. Tem coisa mais poser que Iphone? Tem gente que tem essa mania né? Adora usar objetos assim pra compensar alguma coisa. Celulares, carros... Alguns homens fazem isso... Tipo: Meu "instrumento" é pequeno, mas meu carro é grande...

Amigo imaginário: - Mas são bem legais, você tem que admitir... AI MEO DEOS, não acredito que ele fez isso, Você viu? O camarada tirou a câmera digital da bolsa, tirou uma foto da tela do notebook, depois descarregou no próprio notebook. Isso em público!

Luci
- Tá vendo? o ilustre tá cheio de parafernálias eletrônicas mas nem sequer sabe pra quê serve a tecla printscreen...

Amigo imaginário:
- Ah, mas deixa ele se divertir, olha lá, é uma semi-profissional, você bem que queria uma daquelas...

Luci: - Querido mundo, podem enfiar seus brinquedinhos modernos no c*... Obrigadinha.


Baseado em fatos reais.

Rehab ou caixão e vela preta.

Site sem noção oferece um Ipod Touch para quem adivinhar o dia da morte da cantora Amy Winehouse (levando em consideração o estilo de vida dela, realmente não vai demorar muito).When will Amy Winehouse die? ainda tem um espaço para recados dos fãs e uma sessão de fotos impagável. Mais sem noção ainda é o fato de que mais de sete mil pessoas já acessaram o endereço desde sua criação.



Winehouse, Britney, Paris, Lindsay Lohan e até a Lilly Alley. Acho tudo o máximo, quanto mais maluca melhor. Tenho que admitir que sempre fico de bom humor, bem alto astral mesmo, ao ver princesinha pop (ou Socialite) rapando cabeça, tacando guarda-chuva em Paparazzo mala, sendo deserdada, perdendo guarda dos filhos, monstrando a periquita quando desce do carro, tendo casinho com melhor amiga, casando bêbada com dançarino em Las Vegas, sendo presa e acabar prestando serviços à comunidade... O problema é que Amy parece ter talento (Diferente das outras) e as crises também são aparentemente verdadeiras e não algo do tipo "Sou louca-de-bala, raspo a cabeça, cheiro pó e jogo pedra, só porque meu último CD caiu nas vendas". Até porque as outras fizeram sucesso e só depois surtaram, Amy já era surtada, e por isso fez sucesso.

Dona Winehouse sim, essa é psycho-bitch de verdade! E nunca vai trair o movimento, como fez a Britney nesses dias aparecendo normalzinha e ajudando criancinhas em algum evento beneficente para mudar o "estrago" que fez com a própria imagem (tédio).

Enfim, façam suas apostas no site, eu já fiz a minha. Tava precisando de um Ipod mesmo...

Momento encantador com a Winehouse do Pânico:

Rock'n roll suicide

O tema da semana foi "cinebiografias". Encarei duas de uma vez só:



A primeira foi Sid & Nancy, história do ex-baixista viciado do Sex Pistols, Sid Vicious, e sua namorada - Não menos viciada - Nancy Spugen. Filme meio exagerado, punk demais. Se bem que tinha que ser assim mesmo. Sid Vicious era um poser que não sabia tocar nada, Nancy era uma groopie aproveitadora e ambos viviam no auge do movimento punk, ou seja, apesar da tragédia no final, a história não segue uma linha mais "séria", pecando pelo excesso. Como tenho uma "quedinha" por filmes junkies, até que não desagradou tanto.



A segunda cinebiografia da da noite foi bem mais interessante: Control, do fotógrafo Anton Corbijn e que conta a história de Ian Curtis, atormentado vocalista do Joy Division.

Diferente do primeiro filme, Control é mais fiel ao lado humano do "mito", digamos assim, com uma lindíssima fotografia em preto e branco e atores que não são apenas muito parecidos, mas que dão a interpretação correta, sem exageros.

Sam Riley está idêntico ao Curtis (Embora, Natalie Curtis, a filha, diga o contrário em entrevistas por aí) Os próprios atores aprenderam a tocar e cantar as músicas, e em vários momentos parece que é a banda "de verdade" que está lá. O roteiro, adaptado do livro "Touching from a distance" da viúva Deborah Curtis é grandioso na sua simplicidade. Limita-se a contar a história de um cara muito jovem e talentoso, mas que infelizmente perdeu o controle. Uma homenagem bem feita e um presente pros fãs. já entrou pra minha lista pessoal de favoritos. (Nem preciso falar que tenho uma "quedona" por Joy Division, né?)

Destaque para a trilha sonora (E tem gente que ainda acha ruim esse "revival" pós-punk).

Celebridades políticas

Paris Hilton presidente eu apóio, mas Grecthen prefeita e Sérgio Mallandro vereador é demais para algumas pessoas.


Carinha do Mallandro no registro de candidaturas do site do TSE

Entrevista da Gretchen na Revista Veja (reproduzida com maestria pelo "Te dou um Dado"):

Qual é o político que você mais admira?

O Frank Aguiar (deputado do PTB paulista). A classe artística só deve entrar para a política se for para fazer direito.


Como você está se preparando para a campanha?

Estou lendo vários livros. Um deles é do Fernando Henrique Cardoso, o Cartas a um Jovem Político. Já sinto que estou preparadíssima.

O que fará se perder?
Posso voltar a estudar. Adoro línguas. Só não vou voltar para a carreira artística. Vou aproveitar que estou no auge (???) para me despedir. Os meus fãs vão entender.

Sua imagem artística ajudará na campanha?
Acho que não dá, né? Não que eu queira apagar meu passado, mas não dá para dançar dentro da prefeitura, entende?

Olha que , sim.

Depois dessa, não duvido nada se nas próximas eleições a Mulher Melancia, Mulher Maçã, Mulher Melão, Mulher Pera... se sintam inspiradas a adentrar na carreira política.

Canastrice saltitante.


Isso aqui tá quase virando Blog de cinema...


Noite de segunda-feira chuvosa, tédio, mau-humor, gripe... Parei pra finalmente assistir um DVD piratex que me deram de presente aqui: Jumper... Um que tava em cartaz um dia desses. Com uma tolerância acima do normal resolvi encarar. Pra quê?

Era o típico filme que entraria na minha lista pessoal dos "não vi e não gostei", mas tava precisando me distrair, não custava nada tentar... Enfim, consegui ficar ainda pior que estava. Jumper é ridículo, clichezudo, sem diálogos lógicos, com pancadaria gratuita, gente "descolada", roteiro "cadê meu cérebro" (premissa mais mobral impossível: Os Jumpers são os fodões, mas um pessoal aí quer matá-los, só-deus-sabe-porque...) e pra completar: Sem explicação e sem final!!! Hayden Christensen num papel que cairía como uma luva pra Justin Timberlake, Rachel Bilson é uma anta e nem [veneno] tá tão bonita assim [/veneno] e Samuel L. Jackson, coitado, deve estar passando por uma série crise de meia-idade... Só isso pra justificar os papéis que ele tem feito ultimamente, ou então, é o fim de carreira somado com o desejo mercenário de ficar ainda mais rico (mesmo que isso custe sua reputação). Pelo menos consegui dar umas boas risadas daquele cabelinho equivocado e daquele figurino "Wannabe motherfucka".

Não entendo como isso faz tanto sucesso: bilheteria estourada, provável continuação, o persongem dizendo no início "eu era um otário como vocês", mas depois, aos quinze, vira Jumper/assaltante de banco, descolado, moderno, coisa e tal... Pegando umas ondas, dando saltos irados, mó vibe, curtição, coisa e tal...

Ai ai.... acho que tô ficando velha (e rabugenta) demais pra essas coisas...deve ser isso...

Beatlemania!




Assim como disseram no site do Omelete, é meio estranho que alguém não tenha tido essa idéia antes. Across The Universe é um musical bacaninha, como um video-clipe gigante, com uma fotografia impecável e roteiro meio bobinho. Mas o que deixa a coisa mais interessante, é que a história inteira é contada através de músicas dos Beatles.

Já me conquistou na primeira cena. Quando o personagem Jude canta "Girl" e a música entra em fade com "Helter Skelter". E assim vai, você vai cantando junto e tentando reparar nos detalhes entre uma ou outra cena, que fazem referência aos quatro eternos garotos de Liverpool. Talvez alguém que não seja tão fã assim, ache o musical meio longo, mas qualquer um que se ache meio beatlemaníaco acaba se contagiando, querendo ver de novo, e de novo, como se fosse um disco favorito.

Curiosidades sobre Across The Universe (Algumas eu notei sozinha, outras pesquisei por aí, hehe):

- Os nomes de todos os personagens - assim como o título do filme - foram retirados de canções dos Beatles;

- Jude e Max são grandes companheiros tipo Paul e Jonh;

- A vizinhança de Jude em Liverpool lembra muito aquela que aparece no clipe "Free as a Bird";

- Jim Sturgees (Jude) lembra o jovem Paul fisicamente;

- Joe Cocker e Bono em participações especiais;

- O personagem JoJo é uma referência a Jimi Hendrix, enquanto que Sadie é uma referência a Janis Joplin;

- Durante a canção "With a Little Help From My Friends" pode ser visto um grande pôster da atriz Brigitte Bardot. Trata-se de uma referência à conhecida obsessão que John Lennon tinha pela atriz;

- A cena em que Jude corta a maçã (Referência a "Apple" - gravadora dos Beatles)

- A última cena (show em cima do prédio) é uma referência ao último show dos Beatles (Em cima do Terraço da Apple - 1969.)

- 90% das canções foram gravadas ao vivo nos sets de filmagens, sem qualquer dublagem feita em estúdio durante a pós-produção.

Vai começar o horário político, Oba!


É sempre assim, em ano de eleição, pessoas bobinhas que sentem a mais profunda alegria nas coisas esdrúxulas e desnecessárias da vida, ficam esperando impacientemente pelo horário eleitoral gratuito da tv. Em especial por aquelas campanhas de partidos de baixo orçamento (melhor do que qualquer humorístico já inventado). Aqui na minha cidade tem uns exemplos sensacionais, a medida que forem aparecendo vou postando por aqui. :D

E por falar nisso, deixo aqui a frase que um professor meu sempre costumava dizer: "Tá reclamando do quê? Tá insatisfeito com o cenário político atual? Então, é sinal de que você está votando errado!" Mô bem...

Aliás, parabéns pro sujeito que fez a campanha da Justiça Eleitoral desse ano, criativa e eficiente:




Cinema, arte e sacanagem.


A quem Bernardo Bertolucci tá tentando enganar? Os Sonhadores não é um filme sobre maio de 68, não é um filme sobre cinema, Os sonhadores é um filme sobre sacanagem!

Não que isso seja ruim. É sacanagem chique, de primeira qualidade, mas ainda assim, fica a sensação de que podia ter se falado um pouco mais sobre a revolução e um pouco menos sobre sexo. Tirando algumas cenas "cinema trash", o resto é Eva Green, Michael Pitt e Louis Garrel, peladinhos, peladinhos, o tempo todo. O que não é nada ruim de se ver. Os rapazes poderão babar com a Isabelle (vai ser bonita assim longe de mim!) e as moças poderão suspirar com aqueles dois semi-deuses. O que realmente vale a pena (além dos três), são algumas belíssimas sequências inspiradas em filmes clássicos e o triângulo amoroso polêmico. Quanto ao suposto envolvimento entre Theo e Isabelle (os "irmãos siameses" ligados pelo cérebro) vamos apenas dizer que ainda existe muito moralismo no mundo e as pessoas ainda não estão preparadas pra histórias assim.

Cinemão Blockbuster


Hoje eu ia falar de outro filme. Os Sonhadores de Bertolucci. produção de circuito alternativo exibida nos cines de arte mundo afora. Mas quando você assiste a um arrasa-quarteirão estilo "Batman - The Dark knight", acaba se contagiando com o clima de superprodução, portanto a historinha blasé fica pra depois! Vamos falar de Batman! Típico filme pra se ver no cinema mesmo! Com direito a telão, balde de pipoca, ingresso caro, e todo aquele ritual que só os cinéfilos sabem apreciar!

Filme popular e de qualidade. Tudo isso graças a Chistophen Nolan. O que, aliás, era de se esperar de um sujeito que fez um filme como Amnésia (Memento - 2000), seu roteiro de estreia, e que pra mim entraria fácil em qualquer lista de melhores dos últimos anos. O seu novo Batman não é tão inovador assim e é até um filme meio longo, mas está acima da média e com histórias paralelas que culminam em surpresas bem agradáveis: A aparição do espantalho no comecinho do filme, a "mania" de cara e coroa do Harvey Dent (A melhor das surpresas), a ênfase no garotinho filho do comissário (Um futuro Robin?). Assim como no primeiro Batman (Begins) e em "O grande truque", Nolan aposta em detalhes que no final fazem todo o sentido. Onde nada é por acaso.

E por falar em acaso, ao que parece, a morte de Heat Ledger deu todo um significado novo ao Coringa. Apostei todas as minhas fichas que ninguém faria um Joker melhor que o de Jack Nicholson. Perdi feio! O Coringa está mais sombrio, mais doente, mais sado-masoquista, mais cruel, ou seja, bem mais legal (hehehehe), parecia até que o Ledger sabia que seria seu último personagem.

E o Harvey Dent então, roubando a cena, nem dá pra falar muito pra não estragar a surpresa, mas um fato merece destaque: A Academia está pensando em uma indicação póstuma ao Oscar para o Ledger e seu coringa, antes de assistir o filme achei exagero e pieguice, o cara faz um filme como Brokeback Mountain e não leva nada, mas depois que morre é que vem o reconhecimento e as premiações. Agora acho até que seria interessante, sem bem que essa coisa de só reconhecer o talento depois que o sujeito morre soa ironicamente como gracinha do Coringa, ou seja, piadinha de mau gosto.

Mais uma "salvação" do rock



The Shins parece mais uma dessas bandas "salvadoras" que aparecem toda a semana, mas ainda assim consegue ser muito interessante. Na verdade o grupo já é meio antigo, de 1997 (Sim, antigo se levarmos em consideração que em um mundo pós-orkut e pós-myspace, tudo antes de 2004 é considerado idade das trevas.) Mas, como falei na trilha sonora do Gardem State dias atrás, vale a pena comentar.

A trilha é toda composta por "roquinhos melódicos" desses que viram hit nos profiles dos myspaces mundo afora. Destaque para a dupla "Frou Frou" que mistura rock e música eletrônica sem fazer barulho, para a "paleozóica" (e fodona) dupla Simon e Garfunkel e para esse pessoal que comecei a falar no início do tópico - The Shins.

Com uma levada meio folk como em New Slang, ou com um vocal amplificado meio anos 80, como em Carry is Creepy, tudo soa de forma suave e "honesta" (Até porque na época do filme, o estilo indie ainda não tinha virado essa modinha fake que é hoje em dia), tudo bem que foi exagero da personagem da Natalie Portman afirmar que essa banda "vai mudar a sua vida", mas, ainda assim, não deixa de ser algo muito agradável de se ouvir.

Download da trilha sonora

Lei seca no mundo.

Por falar em assuntos de repercussão nacional, eu tava lendo por aqui que a lei seca no Brasil é uma das mais rigorosas do mundo. Se por lá a lei é um pouco mais branda, o mesmo não pode se falar das campanhas. Abaixo segue um vídeo um pouco chocante - porém eficiente - sobre a péssima idéia de misturar álcool e direção.

Pausa para um assunto necessário.



E agora, do que você tem medo? Da polícia ou do bandido?

Quando você pensa que a violência já chegou em um nível surreal, eis que acontece algo ainda pior pra te chocar ainda mais.

Andei lendo os blogs e matérias por aí e as diversas opiniões sobre o caso. Gente revoltada, gente apontando soluções, dizendo que a culpa é do mau treinamento dado aos policiais, dos péssimos salários, do Estado decadende, dizendo que é preciso investir, combater o desvio das verbas, e até gente otimista dizendo que devemos (nós; a sociedade) pressionar, protestar, pois o país ainda tem solução e etc, etc, etc...

Sinceramente, não acredito que nada disso vá dar certo.
Se eu pudesse me mandava daqui, sem hesitação. Imagina como deve ser viver em um lugar onde se pode sair sem medo? Onde você pode parar o carro no sinal sem ficar em estado de pânico, olhando pra todos os lados?

Apontar soluções? ser otimista? "Um país que pode dar certo"? ah, que piada...

Quero mesmo é ir embora. "Nacionalismo é uma doença que se cura quando se viaja".
Até porque, com exceção dos países em guerra, só por aqui é que se vê esse tipo de coisa.

Admirável mundo virtual.


Geração Orkut corre risco de crise de identidade, segundo psiquiatra inglês.

A geração de usuários da internet pode estar crescendo com uma visão perigosa a respeito do mundo e da sua própria identidade, sugere um psicanalista inglês. Segundo Himanshu Tyagi, a principal causa deste problema seria porque os nascidos nesta época já cresceram em um mundo dominado pela navegação nos sites de relacionamento como Orkut e MySpace. Em um mundo onde tudo muda rapidamente, onde as relações são rapidamente descartadas pelo clique do mouse, onde se pode deletar o perfil que você não gosta e trocá-lo por uma identidade mais aceitável no piscar dos olhos. "É possível que os jovens dêem menos valor às suas identidades verdadeiras por acharem a vida real chata e pouco estimulante e por isso, podem estar em risco iminente fora da rede, talvez mais vulneráveis ao comportamento impulsivo ou até mesmo ao suicídio". Disse o especialista em comportamento.


Exageros à parte, concordo em alguns pontos com a opinião do especialista, e ao que parece, essa necessidade de ser alguém mais interessante ou de provar alguma coisa, é bastante visível numa sociedade como a nossa, onde a alienação e a superficialidade se sobressaí dentre outros valores. E é justamente esse o perfil da maioria que usa o orkut. A perfeita junção entre tecnologia e mente vazia.

E pra quem tem a cabeça vazia, de fato a realidade parece ser chata, desestimulante, sem photoshop e cheia de "problemas" do tipo: "não tenho dinheiro", "Estou gorda", "não sou popular" "Não tenho roupa", "Não pego ninguém"... Daí, nada melhor do que uma fuga para um universo onde se pode criar um perfil cheio de estilo disfarçando suas imperfeições físicas e de comportamento. pode conferir, as comunidades com mais usuários são justamente as que mais apelam pra auto-promoção: "Sou legal, não to te dando mole", "Deus me disse, desce e arrasa!" "Meu beijo vicia"... dentre outras onde não se discutem idéias, que só servem de alegoria para os perfis.

Daí vem a depressão quando esse pessoal compara o adorável mundo virtual com a realidade, daí vem a impulsividade, a vontade de se matar mesmo. Ironicamente, é uma geração que comete suicídio mas não comete o chamado "orkutcídio". Eles se vão, mas os perfis continuam lá, para posteridade, com os scrapbooks lotados de mensagens de saudade dos supostos "amigos" virtuais.

Ok, ok, acidez à parte, ainda existem comunidades que discutem coisas úteis e algumas pessoas ainda se propõem a criar tópicos interessantes, criativos e bem engraçados. E como existe comunidade sobre tudo e todos, é preciso se esforçar pra ser original e criar alguma que ainda não exista, um verdadeiro estímulo à criatividade. Então ao que parece, nem tudo está perdido, certo?

PS:. Se bem que, quem sabe numa dessas trocentas "atualizações" para a "melhoria" do site, lá pra versão beta 2025, o pessoal do google vai se dar conta que as comunidades são o que menos importa no orkut e vai decidir tirá-las do ar? Sério mesmo... Não duvido muito que isso aconteça.

A sextape do "mini-mim"



Não que eu seja uma pessoa má, mas não dá pra não ter uma mini crise de riso quando você tá navegando tranquilamente na internet e dá de cara com uma matéria dessa categoria:

"'Mini Me' quase se afogou na banheira em sexo, diz ex
Por Terra, Gente e TV.

A aspirante a atriz Ranae Shrider, 22 anos, ex-namorada de Verne Troyer, 39, o 'Mini Me' de Austin Powers, continua dando detalhes sobre sua vida sexual com o ator. A morena contou ao jornal News of the World que Troyer, que tem 81cm de altura, quase se afogou em uma tentativa de sexo na banheira. (!!!)

'Eu achei que seria divertido seduzi-lo na banheira. Infelizmente, eu quase o matei', relembra Ranae, cuja história já virou motivo de piada na imprensa americana. (Não é pra menos)...'As bolhas ficaram tão altas que, assim que ele entrou, já não conseguia enxergá-lo', conta. 'Eu coloquei minha mão embaixo da água e o puxei com força. Verne estava parecendo um rato molhado.'

Acredita-se que uma fita em que o casal é visto fazendo sexo foi liberada pela própria namorada, que teria interesse em sua comercialização. Troyer, porém, já processou o site que publicou uma prévia do material, embora tenha conseguido, apenas, que o vídeo não seja distribuído com fins lucrativos.

Verne Troyer deixou a namorada depois que as imagens caíram na rede, alegando que ela estava tentando se promover. (Sério? Ninguém desconfiaria) Ranae, porém, rebateu suas críticas, dizendo que ele a traiu mais de uma vez e que ela se dedicou muito ao relacionamento durante o tempo que viveram juntos."

Coitadinho do Mini-mim...
Na boa, imagino o quanto esse cara já sofreu a vida inteira por causa de sua estatura pouco favorecida e aparência meio exótica, daí quando o sujeito finalmente consegue transfomar a desvantagem em benefício, aparece uma vagabunda dessa estirpe pra tentar se promover.

Até porque pior que o site que criou a matéria (e o blog que está repercutindo-a hehe) é o caráter dessa tal de Ranae Shrider faturando uma nota em cima da deficiência alheia. Se existisse um inferno, essa aí deveria cair direto pela via expressa, e sem escalas.

Mas, deixando o moralismo de lado, vou ver se acho o link do vídeo por aqui. Porque maior que a minha demagogia, só mesmo a minha curiosidade. (Fazer o que? Ninguém é perfeito mesmo).

Cineminha Indie




Gaden State (Hora de voltar), tinha tudo pra ser um filme realmente legal mas pecou por tentar ser "legal" demais. A cena incial ao som de Coldplay indicava que era mais um daqueles filminhos indie-cabeça que a gente adora assistir e depois gastar horas na internet procurando a trilha sonora. Antes fosse... Na verdade senti um certo constrangimento pelos atores em vários momentos, quando o que era pra ser legal se tornou ridículo e um tanto piegas, o final é de chorar (de rir).

Não se fazem mais "filminhos alternativos" como antigamente. Mas a trilha sonora até que é legal de verdade.

Bobagem não tira férias...



Tenho que parar com essa mania de odiar o que todo mundo adora.
Mas não é por mal, sabe...

Cameron Diaz só faz papéis onde possa dar gritinhos e ter chiliques...
Jack Black, NÃO é um ator de papéis sérios.
Jude Law não convence como homem santo (Mas a gente perdoa por causa daquele charme todo, ai ai...)
E Kate é Kate... Como sempre salvando todo mundo do naufrágio.

E o final mais parece um comercial de margarina.

Não gostei, ao contrário de todas as moças que conheço
E por causa disso, a fama de chata sobra pra mim.

A falta do que fazer. (Texto piloto)

Isso é só um teste, por favor não leia. Mas já que insiste, então tudo bem, sinta-se à vontade pra testemunhar a mais pura falta do que fazer. Talvez por isso desejei reativar isso aqui. Porque, sinceramente, ter blog até que é meio desnecessário. Daí veio a inspiração. Na verdade já participo ativamente do blog do Bahiazinho (linkado abaixo), mas sabe como é, todo mundo tem esse desejo reprimido de "carreira" solo que vem à tona de vez em quando. Além do mais, não sei se por lá me sentiria à vontade para disparar livremente a quantidade de merdas que me vêm a cabeça a cada segundo. Daí fica acertado o seguinte: Os textos de qualidade vão pra lá, e as porcarias, leseiras, divagações e tudo aquilo que não presta nem pra adubo, vem pra cá. Assim como esse "texto piloto". Vamos ver até quando isso vai durar.